A minha decisão de não retornar ao trabalho

Oi meninas! Como estão?

Hoje venho falar sobre essa decisão que tomei (a mais difícil da minha vida).

Lá atrás, quando eu e o marido ainda namorávamos, ele sempre comentava que quando formasse família gostaria que a esposa ficasse em casa cuidando das crianças. Eu com apenas 16 anos, com muitos sonhos profissionais, achava aquilo um absurdo e já deixava bem claro que nunca faria isso. Ele ficava triste, de verdade. Ficava triste mesmo, mas eu já deixava bem claro o que eu queria. Pois bem, o tempo passou, consegui um estágio em uma empresa maravilhosa, me formei e consegui ser efetivada nesta empresa. Casei, comecei a desejar um bebê e engravidei como vocês já conhecem a história. E com a gravidez as coisas mudaram muito. Com o nascimento do Heitor as coisas mudaram mais ainda.

Depois do nascimento do baby o marido começou a falar para eu me decidir e eu adiava sempre. Estava com muito medo de tomar uma decisão. Quando pensava na volta ao trabalho meu coração murchava, eu simplesmente entrava em tristeza profunda, era horrível. Meu marido mudou muito e deixou nas minhas mãos. O que eu decidisse ele apoiaria e entenderia. Me deixou a vontade e disse que eu poderia contar com ele. Isso me deixava mais um duvida ainda! Eu não queria largar meu emprego que tanto lutei para conseguir e ao mesmo tempo não queria deixar o meu bebê de apenas 5 meses e meio (essa era a idade que ele estaria caso eu voltasse). Eu pensava: O que são 5 meses e meio? Como posso deixar meu filho? E como posso pedir demissão depois de todo esse tempo? Vou dizer que quase entrei em parafuso nessa época. O tempo foi passando e virou o ano. Eu decidi que, como estava na dúvida, iria fazer o teste de voltar. Se eu não me adaptasse, pediria demissão. Aí começou a saga de pesquisas de como ordenhar e armazenar o leite materno, pois fazia questão de continuar a amamentação e que o Heitor ainda tomasse meu leite. Também comecei a procurar escolinhas, já que não tinha ninguém de confiança para deixar o Heitor. Minha sogra sempre deixou bem claro que não iria cuidar e minha mãe mora no interior. Essa procura de escolha me deixou mais triste ainda. Toda vez que eu entrava em uma escolinha saia chorando. Não conseguia imaginar o Heitor lá, meu coração ficava em pedaços. Vi duas escolinhas que amei! A que mais gostei tinha uma fila de 50 pessoas pra conseguir uma vaga e a outra ainda tinha uma vaga, porém, não tem estrutura para armazenar o leite materno. Ou seja, teria que introduzir a mamadeira. Isso A-C-A-B-O-U comigo. Parece uma coisa besta, mas me deixou muito mal. Amamentar é algo que idealizei na gestação e eu amo fazer isso! É uma das minhas grandes realizações como mãe. Realmente é muito importante pra mim. Mesmo assim segui com a ideia do teste e fechei com essa escolinha. Comecei a arrumar tudo e recebi o e-mail com o que era necessário para fazer a matrícula do Heitor. A essa altura eu já tinha chorado horrores e o recebimento deste e-mail foi o que mudou tudo. Eu cai na real e me perguntei o que eu estava fazendo. Se eu tenho a opção de ficar em casa, por qual motivo eu estava fazendo isso com meu filho? Pelo dinheiro? Que tipo de pessoa eu sou para voltar só por causa do dinheiro? Estou voltando pela carreira? Isso pode esperar! Pelo que os outros vão pensar? A sociedade mudou e agora o preconceito existe com a mãe fica em casa. A mãe que "não faz nada". Qual o motivo do meu retorno? Eu não tinha! E então me libertei e tomei minha decisão de ficar em casa. Eu tirei um peso enorme das minhas costas e fiquei radiante! Como fiquei feliz e até hoje estou. Não me arrependo de nada! É muito mais difícil e cansativo cuidar de um bebê do que trabalhar, com certeza, mas eu não me arrependo e tomaria essa decisão mais mil vezes se fosse preciso. É benéfico para ele e para mamãe aqui.

Depois veio a parte mais difícil: Pedir demissão. Marquei um almoço com minha chefe um mês antes da data do meu retorno. Ela me deu total apoio, disse que lá é só uma empresa e o Heitor é a minha maior riqueza. Falou que, de coração, ela tinha certeza de que minha decisão estava correta. Disse que as portas estavam abertas e enquanto ela estivesse lá eu teria uma vaga na empresa. Isso me deixou com mais certeza ainda de que eu tinha tomado a decisão certa, fiquei radiante.

Achei que receberia uma enxurrada de críticas pela minha decisão, mas me surpreendi. Muitas pessoas me apoiaram e mostraram muita admiração pela minha atitude. Algumas não concordaram, mas vocês acham que liguei? Eu estava feliz e em paz, isso é o que importa.

Tem dias que não é fácil. Me olho no espelho e estou babada, descabelada e com cara de cansada. Tem dias que o Heitor só quer colo (como ultimamente) e não para de reclamar o dia inteiro. Tem dias que ele não quer comer nada, faz um escândalo. A maioria dos dias fico muito frustrada, pois não consegui fazer nem metade do que eu planejei. Mas tem dias que é uma delícia! Ele está um amor, brinca, faz bagunça, faz carinho, fazemos a maior farra! Com dias ruins ou bons, essa foi a melhor decisão que tomei. Sinto saudade da época que trabalhava, é claro, mas eu não poderia deixar o Heitor. Sinto como se fosse a minha missão cuidar exclusivamente dele, eu não poderia fazer outra coisa. O meu ser, o meu eu não deixa. Não existem palavras para explicar essa forte sensação.

Agradeço a Deus por permitir isso em minha vida. E agradeço ao meu esposo por me apoiar (TE AMO, AMOR DA MINHA VIDA!!!).

2 comentários:

  1. Você tomou a melhor decisão da sua vida!
    Eu nâo parei de trabalhar,mas me arrependo profundamente por isso :(
    Adorei conhecer o blog.
    Beijo
    simplesedoce.com.br

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    Respostas
    1. Eu tb penso assim... kkk
      Esse era o meu maior medo: Voltar a trabalhar e me arrepender. E eu odeio arrependimentos.
      Obrigada pela visita.
      Beijos

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